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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Entrevista: Corpse Ov Christ - Death/Black Metal - Campos do Jordão/SP


Considerada por muitos, um dos expoentes do Black Metal nacional, CORPSE OV CHRIST, ganhou representativo destaque ao lançar o debut álbum “To Goat Epire... The Lúcifer’s Desire”. O grupo segue na divulgação deste álbum, e por isso entrevistamos a banda para saber um pouco mais do que está por vir. Confira:

Resenha do Rock: Primeiramente me fale das origens da banda. Quando e como se formou e porque a escolha do nome CORPSE OV CHRIST.?
Baal Beherith: Somos de Campos do Jordão interior de São Paulo, começamos a banda por admiração ao estilo extremo e tínhamos muita influência de bandas assim, como sempre fomos seguidores do anticristianismo seguidores das artes ocultas, manifestamos com o nome da banda a podridão que é o cristianismo em seus ensinamentos através do salvador (como acreditam).

Resenha do Rock: A banda passou por muitas mudanças de formação?
Baal Beherith: Inevitavelmente. Baal Beherith e Lord Diabollvs como os únicos remanescentes mantendo o foco na ideologia e sonoridade.
Resenha do Rock: Sobre "Supreme God’s Revolt", como a banda tem visto a recepção da demo pelos fãs?
Baal Beherith: Muitos gostam desta demo, sempre tocamos sons dela em nossas apresentações.

Resenha do Rock: Como anda o ritmo de shows da banda? Como enfrentar a eterna ausência de locais para bandas autorais?
Baal Beherith: Sempre que possível estamos tocando, num ritmo normal para nós, claro, gostaríamos de tocar muito mais vezes, mas acredito que a ausência não seja de locais para apresentação mas sim do apoio em presença da galera.

Resenha do Rock: Como funciona o processo de composição dentro da banda?
Baal Beherith: Ensaiamos em media de 2 a 3 vezes por semana, durante ensaio compomos e as músicas surgem naturalmente com nossas inspirações, não seguimos um protocolo e depois de feitas as melodias adicionamos as vozes, mas já fizemos músicas em cima de letra também.
Resenha do Rock: Qual a projeção para o futuro da carreira do CORPSE OV CHRIST. Planos para um novo CD completo?
Baal Beherith: Já temos um CD completo e se chama “To Goat Epire... The Lúcifer’s Desire” onde temos 7 músicas uma intro e um outro, álbum lançado e distribuído pela Souleraser Records.
Estamos finalizando nosso 2° álbum que sairá agora no ano de 2017(e.v) que vira acompanhado de clipe de divulgação e lançamento.


Resenha do Rock: Como encarar o desafio de fazer CORPSE OV CHRIST crescer e se desenvolver cada vez mais profissionalmente, e tentar uma exposição maior na cena nacional?
Baal Beherith: Fazendo o que fazemos com a mesma dedicação ao estilo, tocamos o que sentimos e não buscamos ser mais rápido, melhor e mais técnico, (o que você pode sentir ao escutar todas nossas músicas). Buscamos crescer em nós mesmo primeiro e acreditamos que com isso venha o profissionalismo, e o resto será consequência.

Resenha do Rock: E que dica vocês dariam para as bandas de Black – Metal que estão começando agora?
Baal Beherith: Tenha em mente que o Black metal não é um estilo comercial, sejam fiéis a suas ideologias, propaguem veementemente sua música em um misto de sonoridade, emoção e deixe a música soar, mais pesada, rápida, cadenciada. Transmita sua emoção.

Resenha do Rock: O que a banda acha do cenário metálico mundial atualmente?
Baal Beherith: Com a evolução, hoje em dia temos mais acesso ao cenário mundial e nacional de forma mais fácil, o que faz com que as bandas possam aparecer de forma mais assídua e nessa exposição conhecemos bandas que fazem o metal e bandas de “metal”.

Resenha do Rock: Muito obrigado. Para finalizar, deixe uma mensagem aos fãs de CORPSE OV CHRIST
Baal Beherith: Aos fãs do CORPSE OV CHRIST, que suas mentes sempre estejam abertas para o conhecimento e que as mentiras do cristianismo não os corroam, gratos pelo reconhecimento de nosso som.
Obrigado a resenha e Aline Pavan pelo espaço e apoio a cena nacional.
Omnia Vincam.

Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato
Sites relacionados:
https://www.facebook.com/corpseovchrist/
http://www.sanguefrioproducoes.com/artistas/CorpseOvChrist/37

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Entrevista: Aske - São Carlos/SP


 A nova safra do Death Metal brasileiro vem trazendo ótimas bandas, dentre elas Cemitério, Deadpan, Morthur, Rigor Mortis BR, e entre muitas outras está o Aske. Com um Full Length e um single já lançados, o grupo vem aos poucos conquistando o carinho do público Underground. Hoje conversaremos um pouco com a banda ASKE para saber um pouco mais dos seus atuais e futuros projetos.

Resenha do Rock: Primeiramente gostaríamos que você nos contasse um pouco sobre a história da banda e a transição desde os seus primórdios até os dias de hoje. Também gostaríamos de saber por que você escolheu ASKE como o nome para a banda.

Filipe Salvini: Paulo Roberto e eu fundamos o Aske em 2009. Somos bons amigos há tempos e tivemos uma forte identificação com o Metal Extremo porque conseguíamos passar para música tudo o que conversávamos. Foi aí que compusemos e gravamos o álbum "Once...", lançado em 2014.
A formação da banda se fez de forma natural: embora o Aske tenha seus exatos 7 anos de existência, fizemos nosso primeiro show em maio do ano passado e a escolha dos músicos foi algo simples de fazer: queríamos dividir o palco apenas entre amigos, então eis a formação atual!

A respeito do nome, muito passa pela cabeça quando falamos sobre Metal Extremo e a palavra "Cinzas" soou bem aos nossos ouvidos, talvez pelo desejo de sempre fazer a música que tanto gostamos, mesmo em momento difíceis. Foi mera coincidência quando descobrimos que "Aske" significa "Cinzas" em norueguês.


Resenha do Rock: 
Vimos que a banda prepara um videoclipe. Conte-nos, como anda a sua produção.

Filipe Salvini:
Correto! A música "Übermensch" é a 9ª faixa do disco e é uma parceria do Aske com a produtora audiovisual Pé de Macaco S/A. A canção fala um pouco sobre a nossa busca pelo autoconhecimento e nos baseamos, em sua maioria, no livro "Assim Falou Zaratustra", do filósofo alemão Friedrich Nietzsche.
Este é o nosso 1º videoclipe, tanto do Aske quanto da Pé de Macaco S/A, e estamos muito ansiosos com seu lançamento, que está programado para este mês de setembro!
Estamos em fase de finalização e não quero estragar a surpresa, mas já adianto que o clipe é extremamente rico em simbologia e estamos muito orgulhosos de ter conseguido atingir o resultado esperado.


Resenha do Rock: 
Várias influências temáticas permeiam o som do Aske. Pode comentar-nos um pouco sobre elas?

Filipe Salvini: Bem, música é inspiração e sempre a vi como minha forma de expressão e crescimento pessoal, é onde consigo canalizar tudo o que penso e descubro. É como um diário onde cada música é uma página do livro; a casa onde você recebe seus amigos.
A canção "Übermensch" exemplifica um pouco o universo que permeia este primeiro disco: como disse, ela fala sobre o início da busca pelo autoconhecimento; um despertar para um mundo de sensações. Há algumas outras músicas no disco que conseguimos passar tais sensações: "Erase The Scars" e "Whip The Bastard", por exemplo, refletem sobre condições e frustração, enquanto "Denied Regain" fala sobre refutar uma bondade/verdade imposta.
Acredito que as músicas futuras deixarão as coisas um pouco mais interessantes.

Ouça: 



Resenha do Rock: 
E influências sonoras? Fale um pouco sobre isso.

Filipe Salvini:
Olha, é sempre um pouco difícil responder isso porque cada um da banda tem suas influências e elas nem sempre convergem. Os caras ouvem bandas que vão de Scorpions, ou algo fora do metal, a bandas de metal extremo, como Deicide ou Krisiun, por exemplo. Penso que é esta variedade que faz com que apreciemos nossa música.


Resenha do Rock: 
Quais são suas impressões sobre a cena do metal hoje em dia? Algumas pessoas dizem que a cena está passando por uma estagnação, você acha isso também?

Filipe Salvini: Honestamente, eu não vejo isso! Todos nós, enquanto apreciadores de música, temos nossas influências e penso que é realmente difícil fazer algo totalmente diferente que agrade ou inovador. As coisas não funcionam assim; elas são construídas aos poucos e, de tempos em tempos, aparece uma banda ou outra banda que acaba se destacando pela sua originalidade - e isto é comum!
É muito legal ver as bandas se empenhando e contribuindo para a construção musical.


Resenha do Rock: 
Você acha que a internet também ajuda a formar mais público para as bandas? Como você vê a importância desse recurso dentro do cenário atual?

Filipe Salvini: Esse é um assunto bastante interessante. Não acredito que a internet forme público: a sua música é quem forma seu público! Mas vejo isso como uma evolução natural das coisas; um lugar onde as pessoas podem ter acesso à sua música. Se nós, bandas, temos esta ferramenta, por que não usá-la para divulgar nosso disco e nossa música, por exemplo!





Resenha do Rock: 
Muito se discute sobre o futuro do metal. Você vê novas bandas brasileiras se destacando?

Filipe Salvini: NervoChaos, Imperious Malevolence... poderia passar a noite citando bandas (risos). Claro que discussões são importantes, mas no nosso universo da música, penso que contribuímos muito mais fazendo música do que “discutindo o assunto” - bandas fazendo música, organizadores realizando festivais, sites e revistas propagando a música que gosta... é isso que faz nossa tão querida música ter um futuro bom!


Resenha do Rock: 
Além do videoclipe, quais outros projetos a banda prepara para o restante de 2016?

Filipe Salvini: Paralelo ao clipe da canção "Übermensch", estivemos amadurecendo a ideia de fazer uma sessão ao vivo em estúdio, mesclando um pouco do disco "Once..." com canções criadas ao longo desse este ano que fiz pensando um pouco mais no estilo dos caras (já que ingressaram no Aske depois do lançamento do "Once..."). Um ao vivo em estúdio que mostre a banda de uma forma mais direta que o clipe - é isso que estarei focado após o lançamento do clipe.


Resenha do Rock: 
Obrigado pela entrevista e esteja à vontade para falar aos seguidores do Aske e os adeptos do estilo.

Filipe Salvini: Agradeço a oportunidade e aproveito para parabenizar o trabalho que o site tem feito. Agradeço, também, em nome do Aske, a Sangue Frio Produções por todo o suporte que nos tem dado e ao apoio da galera que acompanha nossa música.

Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato